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domingo, 11 de junho de 2017

SUTRAS: "FLASHES de LUZ"





“Os Sutras são poderosos indicadores da verdade em estilo de aforismos, frases curtas de fácil entendimento. Os textos sagrados conhecidos com vedas e upanixades são as primeiras mensagens espirituais registradas em forma de Sutras, assim como as palavras de Buda. Os provérbios e parábolas de Cristo também podem ser considerados Sutras, assim como as profundas lições do Tao Te Ching, o antigo livro chinês da sabedoria. A vantagem do estilo Sutra é sua concisão, que exige pouco esforço do leitor. O que o texto não diz – apenas sugere – é mais importante do que o que diz.”   (Do livro “O Poder do Silêncio”, pág 8, Eckhart Tolle, Ed. Sextante, 2005)







“A palavra Sutra significa aquilo que, através de poucas palavras, revela vastos signficados. Os Sutras discutem pontos de vista contrários, a fim de remover todas as possíveis dúvidas sobre a validade e o significado dos textos sagrados. A palavra Mimamsa, utilizada na antiga filosofia indiana, significa a conclusão que se chega após a verificação e investigação, a conclusão adotada como correta após uma análise profunda de eventuais dúvidas e alternativas.”    (Sathya Sai Baba)








“Se você explicar o sentido de cada frase ou palavra dos Sutras, estará insultando os Budas dos três tempos – passado, presente e futuro. Mas se desprezar até mesmo uma palavra dos Sutras, você se arrisca a falar as palavras de ‘Mara’ (o Mal Tentador). Os Sutras são diretivas essenciais para a nossa prática, mas é preciso lê-los com cuidado e usar a inteligência e o apoio de um Mestre e de uma Sangha (grupo com propósitos afins) para compreender seu verdadeiro significado e colocá-lo em prática. Depois de ler um Sutra ou um texto espiritual nós nos sentimos muito mais leves, e nunca mais pesados [...] É valioso lembrar que um Sutra ou uma palestra sobre o Dharma não assegura, por si mesmo, a compreensão. São apenas veículos para uma possível compreensão, que precisam utilizar palavras e conceitos.”  




‘FLASHES de LUZ’



01
“A meditação e o estado meditativo podem ser observados de forma diferentes. A meditação é uma prática que, normalmente, envolve alguma técnica específica para oferecer à consciência do ser humano um estado meditativo. Ou seja, é uma prática intencional onde se pretende alcançar um nível adequado de concentração mental para que se estabeleça o estado meditativo. Por sua vez, o estado meditativo independe da prática da meditação. Está relacionado à freqüência da atividade da sobremente, que entra em ação acima da mente comum concreta. Um ser humano pode encontrar-se em estado meditativo sem estar praticando intencionalmente a meditação. Atualmente, com a elevação da vibração atômica da consciência planetária da Terra, as técnicas milenares de meditação estão ficando desatualizadas, pois está-se mais fácil acessar o estado meditativo espontaneamente, o que tem auxiliado a coletividade humana a elevar a sua forma de perceber a vida.”



02
“Não há acasos na vida de um ser humano. Até mesmo o movimento do sol, da lua, dos astros, dos ventos, das chuvas, dos sons, dos pássaros e dos animais estão coerentes com a experiência que ele necessita vivenciar.”



03
“Não é a quantidade de silêncio na vida de um ser que qualifica a sua sabedoria. É a qualidade sensível do seu silêncio para estados de contatos ágeis com a sua própria natureza mais profunda. É o potencial do alcance dimensional que este silêncio lhe credencia a navegar pelos mundos ocultos, em busca das inspiradoras fontes celestiais. O sábio é aquele que, além da qualidade do seu silêncio, consegue redimensionar suas inspirações captadas naqueles mundos impalpáveis aos planos das palavras terrenas, faladas ou escritas, com um mínimo de distorção arquetípica e desvio de energia. Sua mente superior encontra-se desperta e qualificada para projetar as ordens harmônicas dos céus, através do som e das letras simbólicas, no mundo formal desta Terra. Mesmo assim, sabe que todo som expresso numa realidade formal é produto da informalidade deste silêncio, valorizando-o em sua dinâmica.”



04
“O Budismo depois de bem compreendido não é mais Budismo, pois em seu nível mais alto de consciência, o próprio devoto não encontrará nenhum nome coerente à sua nova experiência. Da mesma forma, qualquer caminho transcendental, religioso ou filosófico que por ventura acolha um nome formal para reconhecê-lo, não resistirá em uma consciência divina desperta.”



05
“Há quem busque a verdade que liberta nas mentes ou nas palavras faladas ou escritas dos outros. A verdade deveria ser buscada, principalmente, no próprio silêncio pessoal. Mesmo assim, quando ela não se mostrar, é porque assim deve ser.”



06
“Assumirmos, conscientemente, que não somos somente humanos é uma das atitudes que fundamentam a transcendência para este reino. Esta atitude não tem por fim renegar a experiência humana terrena, ao contrário, tem por fim expandi-la e promover um desapego à ilusão da perpetuação da consciência inserida neste reino. Esta atitude libera a consciência do homem terreno à autorrealização e compreensão mais real sobre si, preparando-o a vôos mais altos por outros reinos da evolução cósmica. Propicia a abertura para contatos com o mundo celestial e com reinos paralelos. Incorporar este conhecimento e torná-lo uma sabedoria é um evento que transforma profundamente a consciência humana que o acolhe. São ainda poucos que estão preparados para viver este ensinamento, ainda que seja uma etapa da evolução da consciência transitória de Deus em nós, especialmente nestes atuais tempos de intensa transição cósmica.”



07
“Apesar de uma verdade maior sempre nos trazer uma consciência e lucidez mais ampla sobre a vida, há ‘verdades maiores’ que não podem ser prontamente reveladas. Há de haver uma preparação amorosa para tal. Do contrário, ‘verdades maiores’ reveladas aos despreparados trazem mais desarmonias que lucidez.”



08
“Aparentemente, os homens têm corações em separado... ilusão. Com o aprofundamento da compreensão do amor, descobrimos nossos corações unificados misteriosamente na consciência indivisível da entidade raça humana. Esta revelação é uma experiência direta vivenciada por aqueles que conseguem silenciosamente sentir a presença vivaz do Senhor que imortaliza a alma humana terrestre. Passamos então, a ser uma extensão consciente dele próprio.”



09
“A autêntica instrução espiritual nunca tentará impor a sua verdade. Nunca tentará alterar a crença pessoal de um ser humano inadvertidamente. Abordará a consciência humana de forma sutil, respeitando seus limites. Trará a luz maior do conhecimento superior com a intenção de posicionar a sua essência, a partir de onde ela se encontra em referência à necessidade evolutiva da Terra para o Cosmos. Estimulará o autoconhecimento humano e a sabedoria de caminhar-se por si próprio, em liberdade e ao mesmo tempo conectado com a essência mais interna e profunda de Deus no próprio homem.”



10
“A sabedoria nos ensina a escutar os corações dos outros, as vozes silenciosas das almas atemporais, e não somente as palavras que saem casualmente de bocas inconscientes dos mistérios.”



11
“A verdadeira experiência a que chamamos de paz é um advento ilógico, incidental, místico, profundamente estabilizador que vem como um produto das energias cósmicas que recaem e perduram por pouco tempo sobre as nossas consciências... Experiência para poucos. O homem pode apenas preparar disciplinadamente em si as condições para que ela se manifeste, mas ela já vem pronta do Mundo dos Céus.”



12
“Os insights mais profundos e transformadores que um místico acessa ocorrem em estados de distanciamento da sua consciência, em relação ao movimento humano comum. Neste intento, alguns místicos recorrem a retiros, ao silêncio e a práticas purificadoras como o celibato e o jejum. Todas estas práticas se fazem necessárias em determinadas etapas da evolução da consciência humana. Porém, os métodos tradicionais e milenares de tais práticas estão se renovando, passando por atualizações a fim de se adequarem às novas condições que estão se estabelecendo na evolução da atual raça humana da Terra.”



13
“Os eventos externos que ocorrem na vida de um ser humano e por ele são julgados como sendo contra ele próprio, em verdade, trazem a mão de Deus conduzindo-o à perfeição. São tentativas ocultas de fazer o homem conquistar a si próprio, tornar-se autorrealizado e consciente de quem o é. Nunca houve sequer um evento de Deus gerado contra um único ser humano. A ignorância inerente dos egos comuns bloqueia a intenção primordial e essencial da existência enquanto ser humano.”



14
“Muitos seres humanos ainda não possuem uma capacidade intelectual para assimilar os ensinamentos dos grandes mestres. São incapazes sequer de compreender os ensinamentos de um único mestre, quanto mais de reunir e sintetizar os ensinamentos gerais daqueles grandes mestres que lhes são disponíveis. Mais ainda, não conseguem transferir da mente intelectiva para o plano abstrato a verdadeira essência a que se destinam os ensinamentos espirituais. É que seus tempos ainda estão por vir.”



15
“O mistério está muito mais próximo do ser humano que a sua vã imaginação possa alcançar. Com um pouco de abertura e sensibilidade, os véus caem.”



16
“Os atuais sistemas e métodos educacionais institucionalizados pelas sociedades contemporâneas sustentam, fortemente, a possibilidade para que almas ignorantes permaneçam desviadas do caminho da autorrealização. Fortalecem as mentes concretas com materiais inadequados. Não instruem apropriadamente um ser humano. Sobrecarregam de informações, sendo algumas inúteis e não demonstram nenhum compromisso prático com as informações mais elevadas. Uma grande energia da vida humana terrena é desviada e desperdiçada. Urge a necessidade de se rever as formas de se instruir um ser humano para que ele se aproxime ao máximo do seu propósito divino.” 



17
“No plano das abstrações, não há limites inteiramente definíveis para as virtudes. Não há tolerância sem compreensão e compreensão sem tolerância, assim como não há desapego sem humildade e humildade sem desapego, por exemplo. Da mesma forma, todas as outras virtudes estão intimamente interrelacionadas e se interpenetram em suas composições sutis.”



18
“A busca espiritual inicia-se no mundo externo manifestado e fenomênico da matéria. Trilha veredas horizontais diversas e é um reflexo da busca vertical que ocorre internamente no ser. Quando as buscas vertical e a horizontal se harmonizam, se encontram e se equilibram, o eixo central da cruz pessoal foi encontrado. A cruz, não de sofrimento, mas missionária a ser conduzida pela experiência na Terra.”



19
“Não estamos aqui para sermos bonzinhos, mas para sermos justos. Devemos colocar cada elemento no seu devido lugar. Até mesmo a ação divina da natureza utiliza a força da destruição implacável para promover a sua purificação, o seu reequilíbrio e a sua justiça.”



20
“Alguns ainda permanecem entretidos colhendo migalhas no chão, enquanto os céus aguardam a oferecer manjares imponderáveis.”








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